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O peso da variável catalã

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HUMOR. Os caganers são figuras típicas do presépio na Catalunha, a fazer o que o nome indica. Este ano não podiam faltar os líderes dos quatro maiores partidos que vão a votos no domingo

ALBERT GEA/REUTERS

Tipicamente fiel da balança quando não há maioria absoluta em Madrid — como se prevê que aconteça no domingo —, a Catalunha é fragilizada, este ano, pelas suas disputas internas. Três meses após as eleições autonómicas, ainda não há governo regional

Centrados que estamos na contagem decrescente para as legislativas espanholas do próximo domingo, 20 de dezembro, parecem longínquas as eleições regionais da Catalunha, realizadas a 27 de setembro. Esse ato eleitoral dominou o começo do outono, no que ao país vizinho diz respeito, mas ainda não gerou um governo regional, sendo mesmo de crer que este surja apenas depois do próximo Executivo espanhol, resultante de eleições ainda não disputadas. Paradoxal? É verdade. Como é verdade que pela primeira vez se discute menos o impacto da Catalunha na política nacional do que a inversa.

Noutros tempos, os nacionalistas catalães, que têm dominado a região na etapa democrática que dura desde 1975, eram os clássicos fiéis da balança nas ocasiões em que as duas grandes forças políticas espanholas — o Partido Popular (direita, no poder) e o Partido Socialista Operário Espanhol — venceram eleições sem maioria absoluta. Para a história ficaram os dotes negociais de Jordi Pujol, líder histórico da aliança Convergência e União (CiU). Agora isso pode repetir-se, mas com novos protagonistas.

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