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Allahu akbar *

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JONATHAN FONTAIN/PACIFIC PRESS/NURPHOTO

(* Deus é o maior)
O Líbano é um laboratório de todos os terrorismos e fundamentalismos. Foi ali que tudo mais ou menos começou e se aperfeiçoou

Clara Ferreira Alves

Clara Ferreira Alves

Em reportagem, no Líbano

Escritora e Jornalista

Beirute define-se à chegada. A máfia dos táxis no aeroporto pratica a extorsão ao passageiro e depois oferece um cigarro durante a viagem para o centro.

“Quer um cigarro?” O motorista estende o pacote de mata-ratos. Compreende-se que toda a gente fume. O Líbano pode ser perigoso e está carregado de más memórias. Afinal, foi ali que tudo mais ou menos começou ou se aperfeiçoou. O terrorismo como luta de libertação ou como atentado, o islamismo radical travestido de operação política nacionalista e identitária, a tortura filmada em vídeo, o bombista suicida, a guerra entre cristãos, muçulmanos e judeus que assombra o século XX e que deforma o nosso século XXI. Se quisermos contar a história de mais de um século de conflitos do Médio Oriente, o Líbano oferece-nos o resumo ideal.

Foi também ali que se ensaiou a primeira intervenção humanitária no século XIX, da França, uma potência colonial. Ainda se fala francês em Beirute.

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