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A Força está com ele

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Marcos Borga

António Costa foi ao Parlamento esta quarta-feira para o seu primeiro debate quinzenal. No final, sem se ter esforçado e sem se ter chamuscado, sublinhou que o Governo está confiante porque tem do seu lado a maioria. Isso basta-lhe. Não precisa de sabres de luz nem de discursos luminosos. A Força da maioria está com ele

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Quando, ao fim de uma hora e meia de debate, Heloísa Apolónia questionou António Costa sobre o ensino artístico e constatou que “aconteceu a COP21”, António Costa fez um daqueles seus sorrisos de Mona Lisa. Tinha superado o seu primeiro debate quinzenal sem dificuldades a assinalar e nem Apolónia, a deputada que mexia no nervo de José Sócrates, lhe dava trabalho.

Na resposta, o primeiro-ministro nem disfarçou. “Respondo-lhe para dizer-lhe rapidamente duas coisas”, preambulou, antes de dizer, “rapidamente”, “coisas” sobre a “revalorização do ensino artístico”, a “revalorização da escola pública” e “valorizar o enriquecimento curricular” e sobre “valorizar a energia solar, energia eólica e energia hidráulica” (mas sobre esta segunda coisa, Costa já tinha avisado que “relativamente à questão energética não vou desenvolver”, pois há debate específico marcado sobre isso).

António Costa disse em 2013, quando ainda não era primeiro-ministro e nem sequer líder do PS, que os debates quinzenais foram “uma das invenções mais estúpidas que a Assembleia da República fez nos últimos anos”. E também confessou em tempos que nunca gostou do trabalho parlamentar. O despacho com que cumpriu o seu primeiro debate confirmou que não tem grande pachorra para aquilo. E, porém… esse aparente descaso revelou-se uma maneira eficaz de fazer o que tem de ser feito.

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