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O terceiro governo de perdedores de 2015?

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DEBATE. O líder do PP e atual primeiro-ministro, Mariano Rajoy (à direita) e o líder socialista, Pedro Sanchez (à esquerda) antes do debate televisivo da noite desta segunda-feira

JUAN MEDINA/REUTERS

Os dois principais candidatos às legislativas de domingo tiveram ontem um frente a frente na televisão, bastante crispado e no qual não faltaram ataques pessoais. O Partido Popular pode ganhar as eleições e Mariano Rajoy ser indigitado para formar Governo. Mas conseguir formá-lo depende do resultado das três forças seguintes, sobretudo de qual ficará em segundo lugar. No ar paira a possibilidade de uma solução “à portuguesa”...

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Na última legislatura, Espanha foi o laboratório de quase tudo. Escapou a um resgate formal, mas foi obrigada a aplicar um duríssimo pacote de austeridade; teve uma profunda crise da monarquia e uma surpreendente abdicação a favor de um jovem Rei; teve (e tem) um perigoso processo de secessão de uma das mais importantes regiões; foi abalada por um número infindável de casos de corrupção; viu nascer o segundo partido mais importante da extrema-esquerda em toda a Europa; assistiu ao crescimento exponencial de um partido de centro-direita catalão, a ponto de se tornar num dos quatro maiores partidos nacionais; viu o bipartidarismo ruir de forma inexorável; e, agora, para terminar, pode ver o seu primeiro governo de perdedores. Seria o terceiro caso europeu de 2015, depois da Dinamarca e Portugal.

Cenários pouco prováveis... ou nem tanto

É muita coisa para um só país e em tão poucos anos. Mas o resumo do primeiro parágrafo passa ao largo de dúzias de outros elementos que seriam importantes para demonstrar que estes quatro anos mudaram mesmo toda a política espanhola.

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