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Rui Chafes: o homem que sopra o ferro

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FERRO. Rui Chafes trabalha a leveza do ferro

O escultor, nascido em 1966, foi hoje agraciado com o Prémio Pessoa. Com um currículo extenso e consistente, trabalha desde o final da década de 80 na criação de uma obra assente na reflexão obrigatória sobre as noções de tempo e de espaço. Abstrações filosóficas que lhe conferem o estatuto da arte que não conhece a perenidade

Há uma bola de ferro maciço. É enorme. É enorme mas teima em flutuar. Tem vontade de partir numa viagem sem fim até à eternidade do espaço. Rui Chafes amarra-a ao chão por suaves fitas também elas de ferro. São tão ténues que parece que um dia a esfera marcadamente pintada de negro vai mesmo partir. Será “Durante o Sono”, como se chama a peça, datada de 2002.

É assim o trabalho do escultor. O homem que trabalha a leveza do ferro. O homem que metodicamente e cheio de poesia constrói o enigma do ser e do saber através de objetos voláteis que transformam o espaço.

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