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Revolução bolivariana esmagada nas urnas

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FESTEJOS. Em 17 anos de chavismo a oposição nunca vencera eleições nacionais

nacho doce/reuters

A oposição venceu as legislativas de ontem. Tem garantida a maioria na Assembleia Nacional e poderá chegar aos três quintos, que permitem alterar a Constituição

O regime chavista treme, e não é do rebentar do fogo de artifício que ontem à noite encheu o céu de Caracas, capital da Venezuela. Nada voltará a ser como dantes depois de a oposição ter vencido com estrondo as legislativas deste domingo. Numa jornada eleitoral calma (ao contrário da campanha, em que houve mortos e feridos), a Mesa da Unidade Democrática – MUD, que reúne os adversários do Governo – garantiu maioria absoluta na Assembleia Nacional, dominada há 16 anos pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, do Presidente Nicolás Maduro).

Com 96,03% dos votos contados, a MUD elegeu 99 deputados, contra 46 do PSUV, num total de 167 assentos da câmara única (51 eleitos em listas, 113 nominalmente). “A Venezuela quis a mudança e essa mudança começou hoje”, afirmou Jesús Torrealba, dirigente da MUD. “A Venezuela ganhou. É irreversível”, sentenciou na rede social Twitter o ex-candidato presidencial Henrique Capriles.

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