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Fala-me, musa, do homem astuto que tanto deu ao basquetebol

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ETERNIDADE. A cores ou a preto e branco, Kobe Bryant ficará imortalizado na história da NBA

Rob Carr/getty

Esta é a história do homem que deu tudo ao basquetebol. Mas já não pode mais. A NBA diz adeus ao maior desde Michael Jordan

Fala-me, Musa, do homem astuto que tanto vagueou, depois que de Troia destruiu a cidadela sagrada. Muitos foram os povos cujas cidades observou, cujos espíritos conheceu; e foram muitos no mar os sofrimentos por que passou para salvar a vida, para conseguir o retorno dos companheiros a suas casas. ”
Homero, “Odisseia” (tradução de Frederico Lourenço, Cotovia, 2014)

O que é que nos inspira? A pergunta assombra os espíritos criativos desde a Grécia Antiga, altura em que os autores como Homero (e, mais tarde, Virgílio, Dante e tantos outros) invocavam recorrentemente nas suas obras uma entidade mitológica como motivadora de toda a criação: mούσα. Em grego, a palavra não só significa musa, como, de forma mais literal, “poema”.

O que nos traz ao século XXI. A mitologia já não é o que era, mas ainda há quem acredite em musas como inspiradoras de uma vida. Como Kobe Bryant, que lançou, há uns meses, um documentário chamado “Musa” (“Muse”, no original transmitido pela Showtime) e escreveu, esta semana, um poema com o qual se despediu definitivamente dessa mesma musa: o basquetebol.

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