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“A maioria é plural, como a minoria é plural”

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mardcos borga

Esquerda unida, com diferenças. Direita afinada, com nuances. Santos Silva diz que é “hora de re-unir” e apela à antiga maioria para que “revogue o ressentimento”. Passos e Portas reafirmam as costas voltadas ao Governo – apesar disso, o ex-primeiro-ministro deixou cair a promessa de oposição em toda a linha

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Não será fácil nem simples”, disse, durante o debate desta quinta-feira, Jerónimo de Sousa. As palavras do secretário-geral do PCP eram sobre o trabalho que espera o novo Governo, que entrou em plenas funções depois do debate do seu programa. Mas podiam ser também sobre o entendimento à esquerda, que suporta o Executivo de António Costa. Ou sobre o entendimento à direita, que prolonga na oposição a coligação que até há poucas semanas era de governo.

Que não é fácil nem simples ficou claro nos dois dias de debate do programa do Governo. O documento não caiu, tendo sido chumbada pela esquerda a moção de rejeição apresentada por PSD e CDS. Se era uma foto conjunta das esquerdas que a direita queria, como alegou no texto da moção de rejeição (“Só assim ficará absolutamente clara a base política de apoio a esta solução de governo, que natural e consequentemente se co-responsabiliza por todas as suas ações e omissões”), não só foi possível essa imagem de unidade, como até deu direito a palmas em uníssono. Quando Ferro Rodrigues anunciou que “a moção [de rejeição] foi rejeitada”, houve aplauso de pé de toda a esquerda, com mais estrondo do que os aplausos conjuntos e quase sempre frouxos que, pelo dia, foram pontuando esta ou aquela afirmação de dirigentes da esquerda.

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