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“O ambiente já chegou às salas de reuniões das grandes empresas”

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d.r.

Diretor do Carbon Disclosure Project (CDP) para a Europa, Steven Tebbe tem um percurso intimamente ligado à luta pelo desenvolvimento sustentável a nível empresarial. Agora no seu papel como um dos responsáveis por uma organização que inclui €86 biliões entre os seus parceiros, falou com o Expresso por Skype, enquanto olha com ânsia para o COP 21: “É suficiente? Não, precisamos de fazer mais”

Como surgiu a ideia de formar o CDP?
O conceito chave passou por levar a luta pela proteção do ambiente para o nível empresarial. Organizações não governamentais com origem na sociedade civil, como a Greenpeace ou a WWF, continuam a ser muito importantes mas não têm resultado só por si. É muito difícil ter aqui uma abordagem coordenada. Quisemos olhar para o problema de forma centralizada, falar com pessoas com poder, os responsáveis por grandes empresas que podem desempenhar um verdadeiro papel de mudança.

Mas assumem ser quase como “uma agência de rating do ambiente”. De que forma?
Quando começamos a fazer contactos junto dos responsáveis, tentamos perceber que tipo de informações é que precisavam de ter para mudar a sua abordagem ao ambiente e corrigir um erro de mercado. A partir daqui, criamos um questionário com estas informações para recolher junto do maior número de fontes possível para criar o maior repositório de dados ambientais do mundo, que nos ajuda a fazermos uma lista das empresas que estão a efectuar um bom trabalho e as que não estão. Assim, os 822 grandes investidores que fazem parte deste projeto conseguem perceber onde podem investir ou não de acordo com o risco associado. Uma vez que representam €86 biliões, aproximadamente 50% do capital disponível para investimento em todo o mundo, é fácil ver o impacto que podemos ter.

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