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“Por trás de cada fachada do Porto há uma história desconhecida ou insólita”

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LIVRO Germano Silva acaba de lançar “Porto Desconhecido & Insólito”

Lucília monteiro

Há um amor de perdição entre duas mulheres no século XIX, um imperador caloteiro, a imagem da santa com a cabeça cortada por ser demasiado sensual, e muitas outras histórias no novo livro de Germano Silva dedicado a mostrar um Porto nunca imaginado

Valdemar Cruz

Valdemar Cruz

Texto

Jornalista

Lucília Monteiro

Lucília Monteiro

Fotos

Fotojornalista

Está-lhe na natureza. Se começa a falar sobre o Porto, haverá a certeza de este ex-jornalista e cronista da cidade fazer jorrar uma infinidade de histórias de uma cidade que julgávamos conhecer e, afinal, se revela tão estranha e insólita.

Com tantos livros publicados sobre o Porto, esta é uma forma de ir à procura do que é menos óbvio?
Exatamente. Andamos nas ruas e muitas vezes olhamos para a fachada de uma casa, de uma igreja, e não imaginamos que por trás dessa fachada há uma história que é, ou desconhecida, ou até insólita. Há uns anos, estava eu ainda no jornalismo, tive de ir falar com um advogado com escritório à entrada da avenida dos Aliados, do lado direito para quem sobe. Cheguei e ele não estava. O empregado, enquanto eu esperava, levou-me a espreitar por uma janela, nas traseiras. Via-se a viela dos Congregados. Ainda havia ali restos de casas da antiga rua de D. Pedro. Disse-me ele, então, que se contava que havia por ali uma casa onde teriam aparecido umas libras em ouro. Aquilo intrigou-me. Andei a investigar e descobri que vivera ali um fulano que andara no cerco do Porto. Era um militar que tinha vivido naquele local aí pelos anos de 1850. A casa era alugada. Um dia, a empregada estava a preparar o almoço e tinha uma peça de carne ou de peixe em cima da mesa. Descuidou-se e um gato passou, pegou na peça e fugiu. Meteu-se numa espécie de saguão. Ter-se-á ouvido alguma coisa que cai e tilinta.O homem fica intrigado e vai espreitar. Descobre um pote com umas libras de ouro. Não muitas. Era normal durante o cerco do Porto as pessoas esconderem os valores, porque não sabiam o que ia acontecer. A partir daí convenço-me que o Porto está cheio destas pequenas histórias.

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