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“Nuno, vai-te embora!”. E ele foi

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ACABOU As mãos na água, a cabeça no mar, escreveu Cesariny. A cabeça de Nuno estava feita em água.

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A saída do Valencia não foi só obra do Espírito Santo, mas também de Mendes, numa relação que funcionou melhor para o agente do que para o treinador

Nuno Espírito Santo perguntou qual era a câmara que estava em direto e disse:
– Estás a ver? É para ti e por ti. Promete-me que vais estar no Jamor. Prometes-me? Adoro-te, meu.

A 17 de abril de 2014, Nuno Espírito Santo entregou-se a Jorge Mendes. Na sala de conferências, minutos depois de eliminar o Braga (2-0) e de pôr o Rio Ave na final da Taça de Portugal, Nuno puxou do telefone e falou com Mendes. Era uma noite histórica, para ele e para o clube que ele treinava, e tinha de partilhá-la com o tipo que tornara tudo possível – o tipo que um dia lhe dissera que seria seu agente e seu amigo, e que o protegeu quando foi do Vitória de Guimarães para o Deportivo La Coruña; o tipo que o guiou enquanto foi guarda-redes do Mérida, do Osasuna, do Porto, do Dínamo de Moscovo, do Desportivo das Aves, e outra vez do Porto; e o tipo que pagou do seu bolso os bons jogadores que transferiu para o Rio Ave e convenceu o presidente a apostar nele quando decidiu tornar-se treinador.

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