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“O terrorismo não esvazia o debate das alterações climáticas”

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nuno botelho

Rui Teixeira, administrador da EDP com o pelouro da sustentabilidade, seguirá de perto a conferência do clima de Paris. “O mais interessante do COP21 é que foi criado um ambiente colaborativo entre empresas e governos”, diz o gestor em entrevista ao Expresso

Miguel Prado

Miguel Prado

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

Os atentados terroristas dos últimos dias podem retirar o clima da agenda política internacional?
Não creio. O objetivo do COP21 permanece intacto. Aliás, houve uma decisão explícita do World Business Council e do COP21 de manter o evento e a discussão. O problema do terrorismo já existia antes. Não retira a importância estratégica da discussão sobre o combate às alterações climáticas, que faz parte do nosso dia-a-dia, só que nós não o sentimos no curto prazo. Continua a existir, seja do lado dos governos, seja do lado das empresas, uma vontade grande de ter um acordo ou um conjunto de iniciativas nesta reunião em Paris.

Que expectativas as empresas do sector energético têm relativamente à conferência em Paris e aos resultados que aí possam ser conseguidos?
O mais interessante do COP21 é que foi criado um ambiente colaborativo entre empresas e governos. Houve um conjunto de 16 empresas que definiram objetivos de renováveis. Uma das formas de acelerar a descarbonização e de combater o aumento da temperatura é através da introdução das renováveis. As 16 empresas em conjunto dizem: cremos que existem condições para até 2025 instalar mais 1,5 terawatts (TW) de potência de renováveis.

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