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O culminar inevitável de tensões e confrontos

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CONTROLO. Vasco Lourenço, Marques Júnior e Ramalho Eanes foram alguns dos militares ditos moderados que travaram o golpe militar da esquerda revolucionária

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O dia que ficou conhecido por ter sido marcado por um golpe militar da esquerda radical, travado a tempo e horas pelos oficiais moderados, não pode ser entendido como um acontecimento isolado. A historiadora Maria Inácia Rezola faz aqui a sua contextualização à luz dos meses que se seguiram à Revolução de Abril e aqueles que antecederam a aprovação da Constituição

A 25 de Novembro de 1975, paraquedistas da Base Escola de Tancos ocupam o Comando da Região da área de Monsanto, a Escola Militar da Força Aérea e mais cinco bases aéreas. Detêm o tenente-coronel Aníbal Pinho Freire e exigem a demissão de Morais da Silva, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

A ação dos paraquedistas é de imediato considerada pelos militares ditos moderados (Melo Antunes, Vasco Lourenço, Ramalho Eanes...) como uma possível preparação para um golpe de Estado, oriundo das fações mais radicais da esquerda, para intervir militarmente e controlar o país.

Ao mesmo tempo, o Regimento de Artilharia de Lisboa posiciona-se no Aeroporto de Lisboa e no Depósito de Material de Guerra de Beirolas, a Escola Prática de Administração Militar ocupa a RTP e a PM a Emissora Nacional. São todas forças conotadas com a Esquerda Militar e com a esquerda revolucionária ( Vasco Gonçalves, Otelo Saraiva de Carvalho...).

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