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Sondagem: Marcelo não garante vitória à primeira

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Estudo da Eurosondagem põe Marcelo na dianteira, com grande avanço. Mas 2ª volta está em aberto. Maria de Belém está à frente de Sampaio da Nóvoa

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

Com as presidenciais a 24 de janeiro, Marcelo Rebelo de Sousa segue lançado. Só que a dois meses das eleições ainda não garante um resultado que lhe permita ganhar à primeira e evitar os riscos associado a uma segunda volta. O professor soma 48%, mas para vencer à primeira precisa de ter mais de 50% dos votos.

Pressionado pela direita, que até já fala em arranjar um novo candidato – que “nos represente melhor”, Marcelo segue convencido da sua estratégia: apostar no “centrão”. Nem se cola demasiado à direita (que não lhe garante a eleição à primeira) nem se afasta da esquerda — insiste em recusar esclarecer o que fará, se for eleito, em relação a um governo PS. E assim, apesar das críticas da sua família política, assegura o resultado desta sondagem que, apesar de não lhe garantir a eleição à primeira, o põe colado à vitória e a quase 30 pontos de distância de Maria de Belém, que surge em segundo lugar neste estudo feito para o Expresso e para a SIC.

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FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 13 a 18 de novembro de 2015. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte — 20,5%; A.M. do Porto — 13,9%; Centro — 29,3%; A.M. de Lisboa — 26,5%; Sul — 9,8%, num total de 1510 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1848 tentativas de entrevistas e, destas, 338 (18,3%) não aceitaram colaborar neste estudo de opinião. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 51,5% e masculino — 48,5%, e, no que concerne à faixa etária: dos 18 aos 30 anos — 18,5%; dos 31 aos 59 — 49,7%; com 60 anos ou mais — 31,8%. O erro máximo da amostra é de 2,52%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social