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Bataclan, a liberdade morou aqui

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FUNDAÇÃO. A funcionar como teatro, o Bataclan já era um pólo cultural em 1865, no ano em que foi inaugurado a 3 de fevereiro

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Símbolo de liberdade, tolerância, multiculturalismo e juventude, a mítica sala de espetáculos parisiense tem uma longa história para contar e há muito que era tida como um possível alvo do Estado Islâmico

Começou por ser um café-concerto com sala de teatro no rés-do-chão e salão de baile no 1º andar. Desenhado pelo arquiteto Charles Duval em 1864 ao bom estilo oriental e a fazer lembrar um pagode chinês, foi batizado com o nome de Bataclan, o título de uma opereta em um ato de Jacques Offenbach, composta em 1855, logo após a chegada a Paris de uma moda exótica que acompanhava as campanhas na China e na Conchinchina.

A sala foi anfitriã de numerosas estreias, destaque-se as de Mistinguett e de Maurice Chevalier, que ali brilharam a partir de 1917, tornando aquele espaço num dos grandes símbolos da cultura popular, nomeadamente do music-hall francês. Já nos anos 30, 1933 precisamente, o teatro passou a cinema. Um incêndio destrui-lo-ia poucos anos depois. Reconstruído em 1950, o Bataclan viria a fechar outra vez em 1969. Sete anos depois é comprado pelo empresário Elie Touitou que entrega a sua programação cultural ao filho, Joël Laloux. Programador respeitado, Laloux leva para a sala de espetáculos um ecletismo alargado, convocando todos os géneros musicais no advento da década de 80 e até aos anos 2000. Do rap às músicas do mundo, do punk ao heavy metal...

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