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“Sexta-feira à noite a violência caiu-me em cima”

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SÍMBOLO. As cores da França na Torre Eiffel, nesta segunda-feira à noite, numa homenagem às vítimas

CHARLES PLATIAU/REUTERS

Quatro dias depois dos atentados de Paris consigo quebrar o silêncio que me perturba desde que, ao meu lado, 89 mortos gelaram a “joie de vivre” da mais encantadora cidade europeia. Exorcizo esses fantasmas cumprindo o meu dever de jornalista

(Depois dos artigos de três jornalistas do Expresso - o nosso correspondente Daniel Ribeiro, Nelson Marques e Miguel Cadete - que estavam na capital francesa ou se preparavam para partir para lá na noite dos atentados, publicamos agora o artigo de outro jornalista que também estava em Paris na noite fatídica)

Ainda não encontrei a forma de digerir a revolta, a angústia, a dor, o luto. Em Paris há dez dias, com o sol a espreitar e a temperatura amena a puxar-me para a rua, para o convívio entre amigos, juntos no êxtase da verdade e da beleza que a arte da fotografia nos oferecia na edição deste ano do ParisPhoto, a cidade Luz entregava-me o prazer da vida. Não o perdi, mas o silêncio passou a fazer parte do dia a dia. Um silêncio de reflexão. Pesado. Triste.

Sexta-feira à noite a violência caiu-me em cima.

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