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Preparem-se: o inverno está a chegar − e o de Atenas pode ser quente

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TENSÃO Um grupo marginal de cerca de 100 pessoas atirou cocktails molotov durante a manifestação no dia da greve geral em Atenas

YANNIS KOLESIDIS / EPA

Não há frentes frias à vista para arrefecer as temperaturas na Grécia. A greve geral desta quinta − a primeira com um governo do Syriza − foi menos participada do que outras no passado, mas pode ser o ensaio geral para os meses de contestação social que se adivinham. Alexis Tsipras vai gingando como pode, mas, com mais austeridade à vista, vai ter dificuldades em deitar água nesta fervura

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

O inverno vai ser explosivo e isto será apenas o início.” A ameaça veio de Grigoris Kalomoiris, dirigente do ADEDY, o maior sindicato da função pública na Grécia, em declarações ao jornal britânico “The Guardian”, nas vésperas da primeira greve geral desde que o Syriza de Alexis Tsipras chegou ao poder em janeiro. A paragem, convocada pelo ADEDY mas também pelo maior sindicato do sector privado, o GSEE, parou muitos dos serviços públicos em Atenas, bem como bancos, museus e farmácias.

A greve foi acompanhada de manifestações em Atenas e em Salónica e de uma marcha organizada pelo PAME, o sindicato ligado ao Partido Comunista do país, na capital. Os protestos, que foram inicialmente pacíficos, terminaram em violência: um grupo de cerca de 100 pessoas, na maioria ligadas a grupos anarquistas, atiraram cocktails molotov aos agentes da polícia e a vários edifícios. Como resultado, a polícia respondeu com gás lacrimogéneo. Um dia explosivo, de facto, como prometia Kalomoiris.

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