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O caso do advogado assassinado e condenado postumamente

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LUTO. A mãe de Sergei Magnitsky aquando do funeral do filho, em novembro de 2009

reuters

Um livro publicado recentemente em Portugal relata a história de Sergei Magnitsky, patriota russo, herói da profissão forense, que teve o azar de aceitar o cliente errado

Luís M. Faria

Jornalista

Em 16 de novembro de 2009, um advogado russo de 37 anos chamado Sergei Magnitsky morreu numa cadeia em Moscovo. Tinha sido preso quase um ano antes, acusado de fraude fiscal em colaboração com Bill Browder, um investidor americano. Na realidade, o que se passou foi exatamente o contrário. No decurso das suas atividades como advogado de Browder, Magnitsky descobriu e denunciou uma gigantesca fraude fiscal levada a cabo por polícias - uma fraude que envolvia como cúmplices os próprios tribunais russos, e que custara ao país 230 milhões de dólares (205 milhões de euros). Em resultado, pagou com a vida.

O caso Magnitsky, como rapidamente passou a ser chamado, não foi apenas a grande lição negativa, o principal aviso, dado a estrangeiros que estivessem a pensar investir na Rússia, caso não o tivessem já feito. Tornou-se também o principal embaraço diplomático entre a Rússia e os Estados Unidos antes da Crimeia.

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