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“Se tivesse perdido as eleições não me encontrava sentado no sítio onde estou”

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luís barra

O programa de Passos para o tempo que não tem; o silêncio de Costa no lugar que não quer. No lugar de PM, Passos apresentou o programa que sabe que não poderá executar e prometeu “não colaborar” com outro Governo. Costa, no lugar de oposição de onde quer sair, ficou em silêncio - o seu tempo é amanhã

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Tennessee Williams impôs o seu nome na história do teatro do século XX tanto por ter esticado as fronteiras do drama como pela dimensão poética da sua escrita. Pôs na boca das suas personagens frases como esta: “Tempo é a distância mais longa entre dois lugares”. Vem isto a propósito das primeiras horas de debate do programa do governo, esta segunda-feira à tarde, no Parlamento. Não, não é para fazer um trocadilho sobre o facto dessa frase surgir numa peça dominada por um ambiente de angústia e uma troika de personagens disfuncionais. Nem sequer para usar o título dessa peça, “Algemas de Cristal”. O que vale mesmo, neste caso, é a relação entre tempo e lugar.

O Governo de Pedro Passos Coelho apresentou-se na Assembleia da República detalhando o programa que tenciona levar a cabo, mas sabendo que terá para isso tanto tempo como a distância que vai entre o lugar ocupado esta tarde por Passos, no centro da bancada do Governo, e o lugar ocupado pelo líder da oposição, à sua frente. São uns sete metros, mais coisa menos coisa - o que traduzido em tempo é nada.

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