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PCP só votou acordo depois de anúncio de Jerónimo

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alberto frias

O comité central comunista votou por unanimidade e braço no ar a viabilização de um governo socialista "na perspetiva de uma legislatura". Mas a votação formal só aconteceu depois de Jerónimo de Sousa ter falado aos jornalistas, dando conta do entendimento com o PS. Nessa altura, a direção comunista ainda só tinha discutido o assunto e dado o consentimento tácito. É a chamada "unanimidade informal"

No léxico comunista, há “unanimidade" e “unanimidade informal”. A primeira quer dizer que uma matéria foi sujeita a votação - sempre de braço no ar, de acordo com as regras internas e a tradição do PCP. A segunda significa que um assunto foi discutido e encerrado, sem oposição de maior e que por isso teve o aval tácito da organização.

A explicação permite compreender melhor o que se passou ontem, na reunião do comité central que aprovou “em definitivo” a "Posição conjunta do PS e do PCP sobre a solução política” e que, assim, deu luz verde à viabilização de um Governo de esquerda. Jerónimo de Sousa apresentou as conclusões do encontro do órgão máximo do partido entre congressos precisamente às 19 horas. Nessa altura, referiu que a decisão tinha sido tomada por “unanimidade informal” o que significava que o comité central “confirmou e autorizou” a garantia dada pelos comunistas ao PS de que sustentariam um Governo "duradouro na perspetiva da legislatura”.

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