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Cadilhar, entaveirar, e outras formas de triturar políticos, de dar um estalo em Cavaco e de Portas ser o contrário do que é hoje

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NO TRITURADOR. Miguel Esteves Cardoso e Paulo Portas na redação de “O Independente”

Foi o jornal mais fulgurante e incómodo dos anos 80/90. Irreverente e ousado, cruzou várias linhas do jornalismo e da política até ao dia em que se misturou demasiado com ela. Este livro de Filipe Santos Costa e Liliana Valente faz o levantamento exaustivo, crítico e divertido do que foram as grandes histórias do jornal desde o lançamento, em 1988, até 1995, o ano em que Portas saiu para política para engolir quase tudo o que escreveu

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Texto

Diretor de Informação da SIC

António Pedro Ferreira

António Pedro Ferreira

Fotos

Fotojornalista

Que a vida de O Independente podia dar um livro, já todos sabíamos. O problema era o tipo de livro, porque o jornal foi tão bom quanto polémico, sólido quanto efémero, inovador quanto infantil e crítico dos políticos quanto promíscuo. Para quase todos os adjetivos que se queria aplicar ao Independente pode-se encontrar um contrário a propósito. A exceção são o estilo e a forma, quase sempre apurados e brilhantes.

Antes de tudo uma dupla declaração de interesses. Primeiro, “O Independente, a máquina de triturar políticos” foi escrito por dois colegas de quem gosto e que admiro: Filipe Santos Costa, que trabalha a meio metro da minha mesa, e Liliana Valente, que conheci no i e que agora está no Observador. Segundo, entrei como estagiário no Expresso em 1989 e habituei-me, como concorrente, a ler de forma tão sistemática, respeitosa e crítica o jornal. Talvez por isso, e por depois, já como repórter da SIC, ter acompanhado de muito perto a ascensão de Manuel Monteiro percebi muito cedo o projeto político que envolvia o jornal.

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