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“Quantas vezes um doente nos pergunta, o que faríamos se ele fosse a nossa mãe? Quantas?”

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RELAÇÃO Rita Charon não concorda que os médicos se afastem dos doentes quando a morte começa a aproximar-se

Rita Charon, especialista em Medicina Narrativa, esteve em Portugal na última semana para passar a mensagem de que a proximidade com o doente é essencial na construção de um profissional de saúde mais completo

Quando, na semana passada, o avião se aproximava de Lisboa, Rita Charon viu a Ponte 25 de Abril, envolta em nevoeiro, mergulhar no Tejo e pareceu-lhe que a ligação entre as duas margens não era possível. Muitas vezes, diz, é assim a relação entre o médico e o doente: a comunicação falha. E nas alturas em que o silêncio se instala, esta médica, especializada em Medicina Narrativa, defende que se conte uma história.

Acostumada a trabalhar numa pequena clínica de medicina geral e familiar num bairro carenciado de Manhattan, Charon criou um Programa em Medicina Narrativa na Universidade de Columbia, há 15 anos, e dá formação a estudantes de medicina sobre como construir relações cooperantes com os doentes e como usar a imaginação no tratamento e nos cuidados a prestar às pessoas. Internacionalmente considerada a principal impulsionadora deste método, Rita Charon tenta redirecionar os sistemas de saúde despersonalizados para relações mais humanizadas.

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