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“Ter forças armadas fortes é a melhor forma de evitar a guerra”

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DISSUASÃO. "A Nato é capaz de defender e proteger todos os seus Aliados contra qualquer ameaça, temos os militares mais fortes do mundo"

A Nato tem andado a resolver crises além-fronteiras mas tem de começar a olhar para o que se passa junto às suas. O alerta partiu do secretário-geral, Jens Stoltenberg, numa altura em que no Sul da Europa decorre o Trident Juncture, o maior exercício militar da última década

Susana Frexes, correspondente em Bruxelas e Carlos Abreu

Milhares de botas da Nato andarão até ao final da semana pelo sul da Europa nos maiores jogos de guerra realizados nos últimos dez anos. Mas em entrevista exclusiva ao Expresso, o secretário-geral da Aliança Atlântica não identifica “qualquer tipo de ameaça para os Aliados” e garante este exercício de “alta visibilidade” pretende mostrar que “a Nato está preparada para defendê-los e protegê-los”. “Temos os militares mais fortes do mundo e o Trident Juncture está deixá-lo bem claro”, afirma Jens Stoltenberg. E nem mesmo o atribulado desembarque na praia da Raposa, na costa alentejana, na semana passada, onde as viaturas ficaram atascadas, deixa o secretário-geral menos otimista: “Até as melhores forças armadas do mundo podem melhorar.” Esta quinta-feira, Stoltenberg estará em Portugal onde assistirá a uma nova demonstração anfíbia.

Que balanço faz do exercício? Os objetivos estão a ser atingidos?
Este exercício é importante porque é o maior realizado pela Nato em muitos anos e reflete o aumento no estado de prontidão e de preparação das nossas forças. E dá um sinal claro de que a Nato está pronta para defender e proteger todos os seus Aliados contra qualquer ameaça. Reflete ainda a nossa capacidade para trabalharmos em conjunto – a chamada interoperacionalidade –, quer o grupo seja formado apenas por estados-membros, quer nele participem também alguns dos nossos parceiros. E neste exercício participam vários parceiros.

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