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“Nunca isto aconteceu. Falta para tudo”

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PROTESTOS. Em fevereiro, dez salas na sede da Rua dos Caetanos foram encerradas por falta de condições de segurança. Alunos, pais e professores manifestaram-se

A Escola de Música do Conservatório Nacional entra este mês em incumprimento. O quadro é de “desespero”, à beira de não poder pagar despesas básicas. O corte inesperado de 43% no orçamento de 2015 levou a melhor

Luciana Leiderfarb

Luciana Leiderfarb

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Jornalista

Luís Barra

Luís Barra

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Fotojornalista

Desespero” foi a palavra usada. E não é a primeira vez. Há décadas que a Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN) cumpre a sua função num edifício degradado onde tudo conspira para a minar. Nos últimos anos, as notícias de tetos a ruir, água a entrar, paredes e soalhos a apodrecerem, salas encerradas por questões de segurança e visitas da proteção civil na sede da Rua dos Caetanos tornaram-se frequentes. Hoje, a estes problemas soma-se um outro: o corte de 70 mil euros no orçamento atribuído em 2015. Neste momento, o dinheiro quase não chega para pagar as despesas básicas de funcionamento da casa, como as contas da água, da luz e do telefone, ou a simples compra de papel higiénico.

A situação é de tal forma grave que Ana Mafalda Pernão, diretora da EMCN, pediu diretamente aos pais dos mais de 900 alunos da escola apoio financeiro para fazer frente a estes compromissos. Numa carta publicada no site da escola, solicita “a entrega do donativo que considerarem possível e justo” e diz que a instituição está em “graves dificuldades para conseguir encontrar uma forma de cumprir todas os compromissos assumidos no início”. O quadro é “de absoluto desespero”, diz ela ao Expresso, acrescentando: “Falta para tudo. Este mês entramos em incumprimento.”

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