Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

No peito dos desafinados bate uma coligação?

  • 333

AFINAL EM QUE FICAMOS? As últimas declarações dos líderes do PCP e do BE quanto ao estado do acordo com o PS desafinam

JOSÉ CARLOS CARVALHO

Jerónimo de Sousa, cauteloso, dizia na 5ª feira que as negociações com PS e BE ainda não chegaram à fase do acordo. Mas Catarina Martins anunciou ontem ao DN que, pelo menos em relação às pensões, “já há acordo”. Em que ficamos?

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Pode ser apenas uma questão de ritmo (e de dose), para usar uma metáfora que António Costa aprecia. Ou mesmo de tom: as últimas declarações dos líderes do PCP e BE quando ao estado do acordo com o PS desafinam. Mas nos meios partidários cresce a convicção que, como na canção do Jobim, “no peito dos desafinados também bate”, neste caso, uma coligação. E que a prudência de Jerónimo tem mais a ver com os equilíbrios internos no PCP, a que também é preciso dar atenção, do que com o real estado das negociações – que vão (aparentemente) bem, recomendam-se e serão “oficializadas” já na próxima semana, depois da discussão (e queda) do programa do Governo de Passos.

Fonte socialista ligada à negociação dizia ao Expresso, na edição de sábado, que as conversas tripartidas já estavam “ultimadas” e que o único obstáculo à sua divulgação pública era mesmo a apresentação (e discussão) do Programa do Governo. Ontem, no DN, Catarina Martins fez afirmações igualmente otimistas. Apesar de reconhecer que “os processos de convergência são complexos” e de admitir reservas quanto ao PS (“há uma relação de confiança que foi estabelecida durante quatro anos com o PCP que não digo que não possa existir com o PS”), garantiu “já foram dados passos sólidos para que Portugal saiba que o dia em que os partidos vão rejeitar o governo PSD-CDS é também o dia que ficará marcado pela possibilidade de um acordo para um outro Governo”. Deu mesmo um exemplo concreto em que já há acordo: quanto ao descongelamento das pensões e ao aumento real das pensões mais baixas.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI