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O fim do início

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A CAMINHO. Passos e Portas deixaram a Sala dos Embaixadores a caminho do primeiro Conselho de Ministros, sem saberem se será o último

luís barra

O Governo que antes de o ser arrisca-se a nunca ter sido já é. Passos Coelho tomou posse ao início da tarde de hoje na sala do costume, no Palácio de Ajuda. Mas tudo parecia diferente. A batalha segue dentro de onze dias

Há muitas formas de olhar o mundo, mas há apenas três maneiras de contemplar a Sala dos Embaixadores, no Palácio de Ajuda, que, embora redonda, é bastante mais pequena. Quem olha para cima, vê uma enorme abóboda, onde um desconhecido pintou uma nuvem perdida no céu azul — mas em definitivo os dias não estão para céus azuis. Quem olha à volta, vê dez espaços iguais cobertos por seda azul. Sobre cada um desses espaços, Eugénio Cotrim, artista do século XIX, pintou cupidos — e os dois seres mitológicos que vigiam a porta por onde entraram mulheres e homens, e saíram os novos membros do Governo, disputam uma lança.

Sim, os dias são de preparar armas para a agendada batalha entre o Executivo que esta manhã tomou posse e a oposição parlamentar em bloco. O centro desapareceu e os dois lados parecem tão afastados como o preto e o branco do mármore que está no chão (instalado em 1891, por António Moreira Rato & Filhos). Basta olhar para baixo.

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