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Ministra das Finanças de Timor é suspeita de beneficiar empresa do marido

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PODER. Emília Pires, à direita, foi escolhida por Xanana para dirigir as Finanças de Timor

reuters

Julgamento de Emília Pires foi adiado por causa da expulsão dos magistrados portugueses de Timor. A ministra das Finanças e a vice-ministra da Saúde são acusadas de provocar um prejuízo ao Estado de 735 mil euros

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

É um dos últimos processos com assinatura dos magistrados portugueses que estiveram em Timor depois da independência daquele território: a procuradora Glória Alves, expulsa do país por decisão do então primeiro-ministro Xanana Gusmão, acusa a antiga ministra das Finanças Emília Pires e a vice da Saúde Madalena Hanjam de terem planeado e autorizado um negócio com uma empresa australiana que terá provocado um prejuízo ao Estado de 735 mil euros. A empresa Mac's Metalcraft é propriedade de Warren McLeod, marido da ministra Emília Pires, que acabou por sair do governo de Xanana na sequência do escândalo.

O julgamento esteve marcado para o final do ano passado, mas foi adiado, entre outras razões, pela expulsão dos magistrados portugueses. Recomeçou esta semana, só com magistrados timorenses, mas as duas acusadas escolheram pesos pesados da advocacia portuguesa para as defender: Paulo de Sá e Cunha, da Cuatrecasas, defende Emília Pires e Madalena Hanjam é representada por Nuno Morais Sarmento, da PLMJ.

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