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Em busca de (nova) vida

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NOVO MUNDO. Chegada de migrantes à América, no século XIX

d.r.

As vagas de refugiados e migrantes são cíclicas desde o início dos tempos, por todo o mundo. Na edição de hoje, contamos as primeiras perseguições e migrações em grande escala na Europa, que começaram logo com o antissemitismo do século XIII. Na edição de amanhã, abordaremos as do século XX até à atualidade

Todos os dias repetia-se o mesmo cenário. Um barco aproximava-se com o convés cheio de gente onde o desespero e a tragédia preenchiam o olhar. Eram refugiados que fugiam de guerras e perseguições étnicas e religiosas, emigrantes que escapavam da miséria e de sociedades estagnadas e sem esperança. Quando o barco acostava, aquela massa humana desaguava no porto e as autoridades começavam a registar os seus nomes e nacionalidades. Eram uma amostra da babel de onde vinham, falavam em diversas línguas e traziam consigo a diversidade religiosa que os distinguia, mas apesar das diferenças todos partilhavam a mesma esperança, a de um destino melhor nos Estados Unidos.

Corria o século XIX, e aqueles refugiados não fugiam da fome em África ou de um conflito no Médio Oriente. Eram europeus que fugiam de um continente envolto em guerras que se renovavam constantemente, onde a fome matava milhões e os ódios nacionalistas originavam limpezas étnicas. As grandes potências travavam uma infindável série de lutas entre si e a religião continuava a dividir o continente e a dar lugar a massacres.

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