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GLOBAL O designer construiu uma nova linguagem gráfica

FOTO CORTESIA ANA CUNHA

Foi um artista gráfico que conquistou um lugar de topo nacional ao criar uma linguagem nova, glamorosa, sofisticada. Ricardo Mealha morreu no domingo, com 47 anos. O funeral é amanhã. Cúmplices de vida e de trabalho recordam-no

Foi um ser excessivo e vibrante que adorava o que fazia e adorava viver. Apareceu como um meteoro em meados dos anos 90, porque “o Mealha” não fazia nada devagar e, em pouco tempo, ele, o autodidata, fez escola. A sua contaminação foi enorme: a imagem do Ministério da Cultura e quase todos os logótipos de instituições ligadas à cultura; a mudança de imagem do BES; a imagem gráfica do Lux/Frágil e do restaurante Bica do Sapato; a da Vista Alegre e da Atlantis Crystal; e de toda a cadeia de hotéis Tivoli, Casa das Histórias Paula Rego, Moda Lisboa, Museu do Design e da Moda (MUDE), Museu da Presidência, as lojas Vida Portuguesa e os Quiosques do Refresco, da Area (toda a conceção da loja é sua, até o nome), o H3...

E tantas, tantas outras coisas. Sozinho ou em parceria, a assinatura Ricardo Mealha marcou com a sua sensibilidade elegante e “visionária” o panorama das artes gráficas e da cultura das marcas que se produziam em Portugal.

“A importância de um designer gráfico é tornar o mundo mais bonito. O Ricardo fez isto em grande e em bom”, diz-nos Jorge Silva, gráfico veterano, responsável pelo Silvadesigners. Hoje a página do site do atelier de Silva faz-lhe uma homenagem. Num cartão sobre fundo azul e verde, destaca-se uma palavra: Ricardo.

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