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O regresso da ultradireita

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CELEBRAÇÃO. Jarosław Kaczyńska e Beata Szydlo (à direita) festejam a maioria absoluta

reuters

O Lei e Justiça conseguiu a primeira maioria absoluta de um partido só. Adivinham-se dores de cabeça para Bruxelas, Moscovo e também para algumas empresas portuguesas

Ao Governo polaco de centro-direita europeísta, caído em desgraça, sucederá um Executivo de… direita eurocética. É o que sugerem os resultados preliminares das eleições legislativas de domingo, os quais atribuem ao partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS) uma inédita maioria absoluta no Parlamento (Sejm).

Estavam em liça 460 lugares de deputado e 100 de senador. Com 37 a 39 por cento dos votos, o PiS terá eleito, segundo as projeções, 232 deputados, contra 137 (23%) da Plataforma Cívica (PO, centro-direita europeísta), que liderava o Governo cessante. A dimensão da vitória mostra que ao tradicional eleitorado católico e rural o PiS conseguiu somar apoios entre os mais letrados e urbanos.

Passados oito anos, regressa ao primeiro plano a figura de Jarosław Kaczyński, que foi primeiro-ministro entre 2006 e 2007. O líder ultracatólico do PiS não se propôs regressar à chefia do Governo – o estilo abrasivo da sua passagem pelo poder tornou-o demasiado impopular –, preferindo patrocinar a candidata Beata Szydlo, antropóloga de 52 anos.

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