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Nem tudo o que reluz é ouro. Às vezes é só uma bacia

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TAMANHINHO. Bastaram 15 minutos de dérbi para Rui Vitória se encolher: tirou a gravata, como habitualmente, e levou as mãos à cabeça

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Socorremo-nos da perspetiva de Cervantes para distinguir os vencedores dos vencidos neste fim de semana desportivo: onde alguns (Quixotes) veem um elmo de ouro, outros (Sanchos) veem apenas uma bacia.

Já lá vamos aos acontecimentos desportivos do fim de semana. Antes, um pouco de literatura, que nunca fez mal a ninguém. Escreveu Cervantes, no capítulo XXI de “Dom Quixote”:

Dali a pouco descobriu D. Quixote um homem a cavalo, que trazia na cabeça coisa que relampagueava como se fora de ouro; apenas o viu, voltou-se para Sancho, e lhe disse:

— Parece-me, Sancho, que não há rifão que não seja verdadeiro, porque todos eles são sentenças tiradas da própria experiência, mãe das ciências todas, e especialmente aquele que diz: “uma porta se fecha, outra se abre”. [...] Isto digo, porque, se me não engano, aí vem caminhando para nós um homem que traz na cabeça o elmo de Mambrino, sobre o qual me ouviste o juramento que sabes.

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