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Quando a PIDE foi apanhada

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ENCURRALADO O major Silva Pais, último responsável da PIDE, na cela da prisão de Caxias

D.R.

Fez esta quinta-feira 70 anos que foi criada a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE), a polícia política do regime deposto no 25 de Abril. Apanhada de surpresa pelo “golpe dos capitães”, foi a última instituição da ditadura a sucumbir, como relembramos neste trabalho, publicado originalmente na Revista do Expresso de 25 de abril de 2014

Há mais de três horas e meia que o golpe de Estado estava a rolar. A partida fora dada às 0h20, quando a Rádio Renascença soltara a segunda e última senha - a canção 'Grândola, Vila Morena', de José Afonso. Apanhadas completamente de surpresa, só muito perto das 4 horas da madrugada é que as autoridades militares e policiais foram alertadas.

Irene Pimentel, a historiadora que mais estudou a PIDE/DGS, considera, no livro “Democracia e Ditadura” (2014,) que "o fator surpresa apenas foi quebrado às 3 horas e 56 minutos, quando a DGS (Direção Geral de Segurança, o nome com que a PIDE foi rebatizada em 1969) soube que algo se passava, através de um telefonema do ministro do Exército, general Andrade e Silva, ao diretor daquela polícia política, major Fernando da Silva Pais, a dar conta da chegada de forças com blindados ao Terreiro do Paço".

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