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PS calcula que “buraco” nas pensões obrigue a mais 800 milhões em impostos

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Pensões. O “buraco” na segurança social constante no programa do governo entregue a Bruxelas dividiu Passos e Costa durante a campanha. E continua a dividar

nuno botelho

Governo de Passos nunca explicou a diferença de 600 milhões na segurança social para 2016. Mas segundo as contas do PS, um aumento de impostos para tapar o “buraco” obriga a recolher 800 milhões de impostos. O equivalente a uma subida de IVA em um ponto percentual

O PS calcula que seria necessário aumentar os impostos em 800 milhões de euros para tapar o “buraco” nas pensões constante no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que foi entregue em maio pelo governo de Passos Coelho em Bruxelas, apurou o Expresso junto de fontes socialistas. O tema, recorde-se, dominou parte da campanha eleitoral. Embora o desvio em causa seja de 600 milhões de euros, o efeito líquido é superior, tendo em conta o impacto no PIB.

Em causa estão as poupanças de 600 milhões de euros nas pensões, que foram apresentadas mas não justificadas pelo governo, ainda antes do verão. O PS confrontou várias vezes o governo sobre esta matéria, ao que o governo sempre respondeu com a necessidade de um acordo com o PS para chegar a esse resultado. Na prática, a poupança implicaria ou um novo corte no sistema da segurança social, para o qual o PSD/CDS quereria o acordo do PS. Contudo, durante a campanha eleitoral, Pedro Passos Coelho garantiu que Passos não cortaria pensões. Logo poderia implicar um aumento de impostos.

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