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E Ferro tem maioria absoluta?

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Marcos Borga

O presidente da Assembleia da República tem de ser eleito por maioria absoluta dos deputados. Mas o voto é secreto. E não é líquido que Ferro Rodrigues, o candidato indicado por António Costa, recolha a unanimidade dos votos dos deputados socialistas. Mesmo que conte com o apoio de bloquistas e comunistas, bastam sete “dissidências” e está fora de jogo

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

A eleição de Ferro Rodrigues para presidente da Assembleia da República pode não ser “trigo limpo”. Apesar de ser um nome que facilmente colhe o apoio da esquerda no seu conjunto, tanto mais no contexto de um acordo de Governo entre os três partidos, o ex-líder parlamentar socialista, que António Costa quer premiar com o lugar de segunda figura do Estado, pode cair às mãos dos seus companheiros de partido.

O presidente da Assembleia da República tem de ser eleito por maioria absoluta dos votos dos deputados, ou seja, tem de recolher pelo menos 116 votos. É certo que as três bancadas da esquerda parlamentar somadas dispõem de 122 mandatos. Mas bastam sete votarem em branco (ou em Fernando Negrão, o candidato apresentado pela direita) para Ferro falhar a eleição e, eventualmente, Costa ser forçado a encontrar um novo nome. À semelhança, recorde-se, do que sucedeu com Fernando Nobre em 2011: o médico foi o escolhido por Pedro Passos Coelho para presidir ao Parlamento e por duas vezes foi a votos; na primeira obteve 106, na segunda 105; Passos acabou por ter de ir buscar Assunção Esteves.

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