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Depois do fecho de fronteiras, qual o obstáculo agora: o inverno ou as epidemias?

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AQUECER COM POUCO À espera perto de uma fogueira em Berkasovo, perto da fronteira entre a Croácia e a Eslovénia

MARCO DJURICA / REUTERS

Milhares de refugiados amontoam-se, encurralados entre as fronteiras fechadas e as que limitam o número de entradas por dia. Trabalhadores da emergência temem que as condições precárias, a chuva e a descida das temperaturas favoreçam as epidemias

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Está a desenhar-se uma linha de divisão entre os Estados-membros que veem prioritariamente a crise de refugiados e migrantes como uma questão de segurança e os que a veem como uma questão humanitária. Os primeiros tendem a exigir ação mais musculada nas fronteiras da União Europeia, fazer parar o fluxo de migrantes, mandar para trás os que não tenham direito a requerer asilo e que se pague a outros Estados, se for necessário, para que os mantenham à distância. Os segundos avaliam a questão como um desafio de integração humanitária.

Diplomatas ouvidos pela agência Reuters defendem que Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu, é visto como um defensor mais evidente das questões de segurança enquanto Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, sublinha os valores humanitários da União. Seja qual for a tendência individual dos políticos, tanto Berlim como a CE estão céticos relativamente à capacidade de impedir gente desesperada de chegar à Europa.

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