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Costa fecha a porta a Passos, mas tarda em abrir janelas à esquerda

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marcos borga

Passos ofereceu a Costa lugares no Governo. Mas o líder socialista declinou: “O que nos separa não são lugares no governo (...) mas a imperiosa necessidade de uma reorientação de política”. E esta, deixa subentendido, só é possível com BE e PCP

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

A 24 horas da reunião do PS com Cavaco Silva, parece cada vez mais improvável que socialistas e coligação cheguem a um entendimento com vista à viabilização do próximo governo. Em contrapartida, o PS empenha-se nas negociações com o PCP e o Bloco, mas a reunião técnica com o BE, marcada para hoje à tarde, acabou por ser adiada a pedido dos socialistas que alegaram a necessidade de fazer mais contas.

Se dúvidas houvesse quanto às progressivas dificuldades de concretização de um entendimento do PS com a coligação PSD/CDS – que já na semana passada parecia comprometido –, a carta enviada hoje por António Costa a Pedro Passos Coelho esclarece-as: mesmo com a disponibilidade do presidente do PSD para acolher o PS no elenco de um futuro Governo, ontem evidenciada na carta que o líder social-democrata enviou ao seu homólogo socialista, isso não basta. “O que nos separa não são lugares no governo, que recusámos desde o início, ou o relacionamento pessoal – bastante cordial, devo reconhecê-lo – mas a imperiosa necessidade do país e a soberana vontade dos portugueses de uma reorientação de política, que persistem em não aceitar”, escreve o líder socialista. E reafirma: “O PS procurará assegurar as melhores condições de estabilidade e governabilidade que garantam esta reorientação, no quadro plural da nova representação parlamentar”. Como quem diz que o diálogo prossegue com as demais forças políticas (neste caso, à esquerda).

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