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Caso Sócrates: o dia em que se abriu a caixa de Pandora do segredo de justiça

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HUGO CORREIA/REUTERS

Defesa do ex-primeiro-ministro recebeu um cópia dos autos da Operação Marquês. Pelo menos daquilo que sobra no processo principal, já que há aparentemente novas investigações em curso iniciadas a partir deste caso e que se vão manter em segredo

No despacho do Tribunal da Relação de Lisboa proferido na quinta-feira passada, determinando que os arguidos da Operação Marquês passassem a ter acesso imediato aos autos do processo, o juiz relator Rui Rangel escrevia que “a realização da justiça e da verdade e a defesa dos interesses democráticos da sociedade moderna e civilizada reclamam veementemente que se abra a caixa de Pandora do segredo de justiça”. E esta segunda-feira lá aconteceu: passava pouco das três da tarde quando Pedro Delille, um dos advogados de José Sócrates, saiu do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) com um disco rígido contendo quase 18 mil páginas digitalizadas do processo que tem como principal arguido o ex-primeiro ministro, indiciado por corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.

Era a segunda vez no mesmo dia que a defesa de Sócrates se deslocava às instalações do número 58 da rua Alexandre Herculano, em Lisboa, para tentar obter uma cópia digital dos autos, depois de já na sexta-feira ter feito questão de visitar o DCIAP para garantir que o procurador Rosário Teixeira, coordenador da investigação ao ex-primeiro-ministro, cumpria mesmo aquilo que o Tribunal da Relação tinha ordenado na véspera, quinta-feira: o acesso integral ao processo, pondo fim ao regime de segredo de justiça interno que vigorava há 27 meses, desde que o inquérito-crime foi aberto.

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