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Râguebi: vamos ter um governo do hemisfério Sul ou uma coligação do Norte?

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Este fim de semana reserve oito horas no sofá. Não se vai arrepender. Vai perceber como o futebol está atrasado e como um jogo que passa pela conquista de terreno, numa luta palmo a palmo, enche estádios onde as claques se misturam, bebem hectolitros de cerveja e aceitam todas as decisões dos árbitros. Assistem às repetições nos ecrãs gigantes, ouvem as decisões dos juízes e a festa continua

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Está cansado ou confuso com as negociações que se arrastam nos palcos políticos nacionais? Quer olhar a política com mas distância e, já agora, com mais sabedoria? Então tente ter um olho em Twickenham e outro em Cardiff este fim de semana. Onde? Isso mesmo, nas duas catedrais britânicas do râguebi, onde sábado e domingo se jogam os quartos de final do campeonato do mundo, a terceira prova desportiva mundial com mais espectadores nos estádios e maior números de transmissões televisiva, depois dos Jogos Olímpicos e do Campeonato do Mundo de Futebol.

São jogos de primeira água, onde as oito melhores equipas do mundo (Inglaterra ficou pelo caminho, depois de ser surpreendida em casa por um épico País de Gales) se vão bater pela passagem à próxima ronda, em lições ao vivo de tática militar e política. Alguns leitores devem pensar que estou a delirar ou a forçar analogias.

É verdade que quase todos os desportos coletivos podem ser lidos com algumas analogias políticas ou militares, mas nenhum como o râguebi, um desporto onde as individualidades não têm qualquer hipótese de existência fora do coletivo e onde o grande objetivo, quando se joga a este nível, é conquistar terreno de forma sólida, num jogo físico e tático que não admite uma falha, empurrando o adversário para linhas defensivas onde este pode claudicar ou cometer erros fatais.

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