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Dificuldades de Costa à esquerda dão novo fôlego à coligação

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nuno botelho

Passos decidiu retomar a iniciativa política e virar o jogo. Perante as hesitações do PS e os sinais de dificuldades na negociação à esquerda, a coligação deixou um ultimato aos socialistas

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Na segunda-feira à noite, depois da segunda ronda negocial com o PS, a coligação saiu do Largo do Rato com poucas certezas, mas com uma suspeita: António Costa mostrara-se mais inseguro, preocupado em não avançar na negociação, mas não a deixar partir, e dando sinais de que na frente esquerda a vida não lhe estará a ser fácil. O secretário-geral do PS garantiu às delegações do PSD e do CDS que não tinha “ainda nenhum acordo à esquerda” e lembrou que nunca deu como fechada a decisão de inviabilizar um novo governo liderado por Pedro Passos Coelho. Segundo fontes da coligação, ao mesmo tempo que “empatava” o processo negocial sobre o programa do Governo, elencando sucessivas bandeiras do PS, Costa reafirmou que está tudo em aberto e, se não tiver um Governo alternativo de esquerda, não votará a favor das moções de rejeição já anunciadas pelo PCP e pelo BE. Para os negociadores da direita, ficou claro que o único objetivo de Costa era ganhar tempo para poder “manter os dois carretos a rolar”: uma mão no tabuleiro da coligação, outra nas negociações com comunistas e bloquistas.

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