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86 mil votaram nulo. O valor mais alto em 30 anos

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Há muitas formas de anular o voto, mas só há um resultado: o voto de protesto serve só mesmo para isso, protestar. Mesmo que haja uma maioria de votos nulos, no momento de apurar resultados só pesam os que forem validamente expressos

Alberto Frias

Frias

Fotojornalista

O calendário marcava o dia 4 de outubro. Com alguma sorte, deu uma vista de olhos aos programas das forças políticas que se candidataram a estas eleições legislativas, ou se calhar só aos dos partidos que já tinham representação parlamentar. Deslocou-se à sua secção de voto, percebeu qual era a mesa a que deveria dirigir-se e ouviu o seu nome ser mencionado em voz alta, num momento formal. Chegou à cabina de voto e, depois de ter tirado “de raspão” uma fotografia ao boletim de voto com o seu smartphone, pegou na caneta e respirou fundo. Percorreu com o olhar a longa lista de forças políticas que querem ter uma palavra a dizer no Parlamento e vacilou. E se não marcasse a cruzinha dentro do quadrado, como manda a regra? E se escrevesse o que realmente pensa dos candidatos, ou se desenhasse qualquer coisa que animasse o dia a quem tivesse a tarefa de abrir e contar os votos?

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