Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

O desencanto soviético que encantou a Academia Sueca

  • 333

RECONHECIMENTO. Svetlana Alexievich em Minsk, na capital da Bielorrússia, em data não especificada

VASILY FEDOSENKO/REUTERS

Os livros da bielorussa Svetlana Alexievich reúnem centenas de testemunhos sobre acontecimentos históricos da URSS e do pós-comunismo. São extensos trabalhos de investigação jornalística, escritos com tal poder evocativo e emocional que a Academia decidiu atribuir-lhe, hoje, o Prémio Nobel de Literatura. O Expresso falou com os editores portugueses que já a publicaram ou a vão publicar em breve

Não pode dizer-se que o anúncio do Nobel de Literatura para Svetlana Alexievich, ao fim desta manhã, em Estocolmo, tenha sido uma surpresa absoluta. A escritora bielorrussa, nascida em 1948, já aparecera em listas de favoritos noutros anos e liderava ontem o ranking das principais casas de apostas. Houve até um gato que a apontou, no início da semana, como a futura escolha da Academia Sueca, em direto num programa televisivo, à laia do que o célebre polvo Paul fez com os resultados da seleção alemã de futebol, no Mundial da África do Sul, em 2010.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI

  • Quem é Svetlana Alexievich?

    Bielorrussa que investigou a fundo o “Homo Sovieticus” e o cenário do pós-comunismo nos territórios da ex-URSS, ela não é poeta nem ficcionista. Ainda assim, a Academia Sueca atribuiu-lhe esta quinta-feira o Prémio Nobel de Literatura, o primeiro que distingue a escrita jornalística