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Costa ocupa território de Assis

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alberto frias

Hoje, na Comissão Política, o líder do PS deverá marcar o congresso para depois das presidenciais. Continua a ganhar tempo, ao mesmo tempo que ensaia a ocupação do espaço político dos “moderados” que ainda esperam por Francisco Assis

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Há um ano, Francisco Assis abandonou a meio o Congresso do PS em protesto por não ter conseguido expor aos congressistas as suas ideias em torno da necessidade de um consenso nacional e de um compromisso político que poderia passar mesmo por um Bloco Central. Queixava-se da “esquerdização” do partido sob a liderança de António Costa e os meses seguintes só lhe deram razão: desde a recusa taxativa de Costa em se entender sobre o que quer que fosse com PSD ou CDS ao patrocínio (ainda que nunca assumido) da direção do PS à candidatura de Sampaio da Nóvoa, passando pelo entusiasmo com que o próprio secretário-geral acolheu a vitória do Syriza nas eleições gregas de fevereiro, tudo contribuiu para Assis se manter por Bruxelas, longe da política nacional. Só voltou depois de Costa apresentar um programa de Governo que, advogando uma política moderada (aliás, mais perto de opções de direita dos que muitos dos dirigentes socialistas gostariam), o eurodeputado não teve qualquer problema em subscrever: “Havia a ideia de que a social-democracia estava esgotada, que estávamos condenados a escolher entre o liberalismo radical e o extremismo radical e isto mostra que há outro caminho, que é este”, explicou na altura ao Expresso.

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