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Russos ameaçam fazer explodir um barril de pólvora

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BOMBARDEAMENTOS Em dois dias de ataques russos foram atingidos vários alvos de rebeldes anti-Assad

KHALIL ASHAWI / REUTERS

O envolvimento de forças russas veio baralhar ainda mais as ações militares que devastam a Síria, mergulhada numa guerra que dura há quase cinco anos. Aumentam os receios de que os recentes ataques da força aérea russa e os avanços de tropas em terra possam empurrar ainda mais refugiados para a Europa

A nova situação na Síria, resultante do reforço da presença militar russa e da intensificação das missões aéreas da coligação contra alvos dos jiadistas, é um barril de pólvora, já que todos dizem combater o Daesh (acrónimo árabe do autoproclamado Estado Islâmico) mas têm aliados diferentes. A Rússia conta com o exército governamental, algumas discretas unidades especiais iranianas e a milícia xiita libanesa Hezbollah. Os EUA, a França e outros membros da coligação aérea internacional (uns ocidentais, outros árabes) não têm tropas no terreno mas apoiam em primeira linha os curdos no norte da Síria e tacitamente os rebeldes, sobretudo os moderados. Os turcos são aliados dos EUA (a quem cederam bases aéreas no sul do país) mas têm bombardeado milícias curdas no oeste do Iraque. E os israelitas correm em pista própria, lançando missões aéreas contra alvos do Hezbollah nos Montes Golã, do lado de lá da fronteira síria.

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