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Martelada nas contas ou análise mais otimista?

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ESCÂNDALO Uma eventual mexida nas contas do BPN encheram o dia de campanha

CARLOS SANTOS/lusa

Foi pelos microfones da Antena 1 que a notícia entrou logo de manhã cedo na campanha eleitoral: enquanto secretária de Estado, a ministra das Finanças teria pedido à Parvalorem para mexer nas contas de modo a diminuir o défice de 2012. Oposição carrega, Governo desvaloriza

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Foi uma investigação da rádio pública, citando fontes e documentos. A ministra Maria Luís Albuquerque, ainda então secretária de Estado, teria ordenado à Parvalorem, a empresa pública que ficou com os ativos tóxicos do BPN, que mexesse nas contas de modo a diminuir o défice de 2012. Estavam em causa 577 milhões de euros, que que teriam de ser refletidos no valor do défice, e que passaram a 420 milhões. Na rádio, uma fonte anónima denunciou: “foi uma martelada que demos nas contas, as ordens vinham de cima, atuámos dentro da margem que tínhamos"; a atual administradora, Paula Poças, reconheceu que “é um exercício normal, que obedeceu a procedimentos normais”, até que a própria ministra admitiu ter questionado a empresa sobre as expectativas “demasiado pessimistas” sobre os prejuízos de 2012, embora rejeitando qualquer espécie de manipulação de contas, que é coisa “que não se pode pedir”.

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