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Grandes cidades castigam coligação

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luís barra

PS ganha em votos, mas não em mandatos. Olhamos à lupa o que pode acontecer círculo a círculo. E explicamos como este resultado pode fazer cair o país num verdadeiro pântano. Um partido ganha em votos, o outro em número de mandatos

Bernardo Ferrão

Bernardo Ferrão

Subdiretor da SIC

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

A mesma sondagem que dá a coligação a perder nos votos mas a ganhar nos mandatos mostra também que, apesar de conseguir mais lugares no Parlamento, o Portugal à Frente (PàF) é fortemente penalizado nas grandes cidades. Na comparação com os resultados das legislativas de 2011, a coligação perde um quarto dos deputados (atualmente são 132, podem ficar apenas pelos cem), mas essa penalização é maior em grandes distritos urbanos, como Lisboa, Porto, Setúbal ou Coimbra.

Nos dois maiores círculos eleitorais — Lisboa e Porto — pode estar em causa a perda de cerca de um terço dos deputados eleitos há quatro anos: foram 25 na capital, agora podem ser apenas 17 ou 18; no Porto foram 21, dos quais seis podem estar perdidos, passando para 15.

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FICHA TÉCNICA

Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 11 a 16 de setembro de 2015. Entrevistas telefónicas realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (20,5%); A.M. do Porto (13,9%); Centro (28,6%); A.M. de Lisboa (27,2%) e Sul (9,8%), num total de 1510 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1867 tentativas de entrevistas e, destas, 357 (19,1%) não aceitaram colaborar no estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma aleatória resultou, em termos de sexo: feminino — 51,5%, masculino — 48,5%, e, no que concerne à faixa etária, dos 18 aos 30 anos — 17,7%; dos 31 aos 59 — 50,5%; com 60 anos ou mais — 31,8%. O erro máximo da amostra é de 2,52%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.