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No ano mais severo do milénio ardeu menos do que o habitual

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BALANÇO. Entre 1 de janeiro e 31 de agosto, houve 53 mil hectares de floresta e matos que arderam em Portugal

MIGUEL PEREIRA DA SILVA / LUSA

Apesar de não ter contado com dois helicópteros pesados durante a fase mais complicada dos incêndios florestais, a Autoridade Nacional de Proteção Civil diz que, até agora, a área ardida em 2015 está 35% abaixo da média dos últimos dez anos

O cenário era à partida bastante mau. Até ao final de agosto, o nível de severidade meteorológica, um índice usado para descrever as condições do clima do ponto de vista dos riscos de incêndio, foi maior do que em qualquer ano anterior desde a viragem do milénio. Mas, apesar disso, o balanço feito esta terça-feira pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) foi melhor do que nos piores anos de fogos florestais (2003, 2005 e 2013) registados em Portugal. Foi, inclusive, melhor do que a média nos últimos dez anos. De acordo com José Manuel Moura, comandante operacional nacional da ANPC, houve menos 35% de área ardida do que na média do decénio (embora o número de ocorrências seja praticamente igual). Arderam 54 mil hectares de florestas e matos, comparados com os 83 mil hectares ardidos em média nos primeiros oito meses do ano desde 2005.

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