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Para que servem os debates?

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EUA Imagem do recente debate para as primárias republicanas das presidenciais americanas

FOTO REUTERS

Numa altura em que foi cancelado o único debate televisivo com os líderes das principais forças em Portugal, olhámos para o que estes confrontos significaram ao longo do tempo. Tradição recente, com exemplos ilustres em Portugal, os confrontos televisivos entre líderes não costumam decidir as eleições. Mas também seria um erro subestimá-los

Luís M. Faria

Jornalista

Para que servem os debates políticos? A doutrina divide-se. Há quem ache que, nesta época de apatia política e de 'social media', eles servem para muito pouco. Quem acompanha a política tem outros meios para se informar, e até para ver os candidatos em ação. Por outro lado, a crescente formatação dos debates tende a eliminar fatores de espontaneidade, e a brandura dos candidatos também não ajuda. Longe vão os tempos em que Mário Soares se agitava na cadeira e punha e tirava os óculos enquanto interrompia à vontade o seu adversário Freitas do Amaral. (Freitas tentou impor uma regra formal contra esses comportamentos, mas os representantes de Soares não aceitaram). Ainda não estamos como na América, onde os debates presidenciais são precedidos de negociações sobre um memorando de entendimento cujas dezenas de páginas hão de regulamentar todo o tipo de aspetos, incluindo se o candidato pode falar com uma caneta na mão. Não somos assim tão rígidos; mas também já não há o à-vontade que houve em tempos.

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