Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

A lenda continua viva

  • 333

VITÓRIA Um centésimo de segundo bastou para Bolt bater Gatlin (à esquerda)

FOTO KIRBY LEE/USA TODAY

Naquela que foi talvez a vitória mais difícil da sua carreira, o jamaicano Usain Bolt conquistou o sexto título mundial, numa final dos 100 metros onde estavam quatro atletas condenados por doping, incluindo o favorito Justin Gatlin. Quinta-feira o homem que venceu tudo vai tentar ser o recordista de medalhas de ouro em Mundiais de atletismo

O americano Justin Gatlin é um fenómeno digno do Entroncamento. Aos 33 anos, uma idade em que a carreira dos velocistas entrou já no ocaso, ele está na melhor forma de sempre. Ontem, quando se apresentou nos blocos para a final dos 100 metros dos Campeonatos do Mundo de Atletismo, em Pequim, não conhecia a derrota há quase dois anos. Foram 28 corridas a cruzar a meta em primeiro lugar, desde setembro de 2013. Acima dos 30 anos, nenhum homem correu alguma vez mais rápido do que ele. O senão desta história é que Gatlin já foi duas vezes condenado por doping, a última das quais por quatro anos (a pena era inicialmente de oito), entre 2006 e 2010. Por isso, a pergunta que anda na cabeça de muita gente é como é que um sprinter que chegou a campeão olímpico em 2004 (batendo o português Francis Obikwelu) e a recordista mundial em 2006, a par do jamaicano Asafa Powell, corre melhor do que nunca aos 33 anos, sem a ajuda de substâncias dopantes? O britânico Dai Greene, campeão mundial dos 400 metros barreiras em 2011, vai direto à ferida: "Mostra uma de duas coisas: ou ele continua a tomar drogas para tirar o melhor de si nesta idade avançada ou aquelas que tomou antes ainda estão a fazer efeito. Porque não há qualquer outra hipótese de estar a correr tão bem nesta fase da carreira".

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI