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Alexis Tsipras, o homem no arame

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DECISÕES O primeiro-ministro grego começa a ser perito em tomar decisões aparentemente surpreendentes

FOTO CHRISTIAN HARTMANN / REUTERS

Assim que assegurou o novo resgate de 86 mil milhões de euros, o primeiro-ministro grego demitiu-se, na esperança de provocar novas eleições. O objetivo é o de afastar dissidentes e sair reforçado, mas a jogada é arriscada. Tsipras conta com a sua popularidade para tentar ultrapassar mais uma prova de fogo

Cátia Bruno

Cátia Bruno

Jornalista

As fugas para a frente de Tsipras têm-lhe corrido bem até agora: em janeiro, o seu partido venceu as eleições e quebrou a hegemonia centrista nos governos europeus, depois de ter provocado uma eleição antecipada ao não aprovar o candidato centrista a Presidente; em julho, viu a população grega apoiar em massa o seu “não” ao acordo com os credores, no referendo que convocou de surpresa.

O mais provável é que a Grécia vá agora a votos. A Nova Democracia (ND), maior partido da oposição, irá agora tentar formar Governo nos próximos três dias, mas conta com apenas 76 deputados e a configuração atual do Parlamento não lhe é favorável. O cenário mais provável é o de eleições, muito em breve, como Tsipras pretende. A pergunta que se impõe é: porquê?

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