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Max Stahl. “Um repórter de guerra sabe que a bala que o vai atingir não é a bala que ele espera”

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D.R.

Em 1991, Max Stahl filmou a chacina no cemitério de Santa Cruz, imagens que acordaram o mundo para o terror que se vivia em Timor-Leste. Atualmente vive em Díli e está a fazer um filme sobre a chegada dos portugueses a Timor, há 500 anos. O Expresso falou com ele numa breve passagem por Lisboa

Faça a pesquisa no YouTube por “massacre Timor” e chega logo lá. Estamos em 2015 e as , mas é preciso dizer que o primeiro sítio onde estiveram foi dentro de um cemitério, escondidas numa campa. No dia 12 de novembro de 1991 Max Stahl cobriu várias cassetes com terra de uma sepultura recente, na esperança de conseguir recuperá-las mais tarde. Se caíssem nas mãos das forças indonésias seriam destruídas e Max sabia que as imagens que tinha acabado de filmar eram a única prova do massacre de dezenas de pessoas indefesas à sua volta. “Eu podia ter morrido naquele dia, mas um repórter de guerra sabe que a bala que o vai atingir não é a bala que ele espera”, diz-me Max em 2015. Estamos no meio de um parque de Lisboa e o repórter e realizador de documentários de guerra escolhe o sítio em que quer ser filmado: no meio do mato, sentado num tronco de uma árvore. Em 1991 a resistência à ocupação indonésia em Timor não era a primeira - nem seria a última - guerra de Max, mas era a guerra que iria mudar a vida dele.

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